HOUSE OF THE LONG SHADOWS - A MANSÃO DA MEIA NOITE - 1983
Duração: 104 minutos
SINOPSE: Em uma sombria mansão no interior do País de Gales, reside um mistério que culminará em um banho de sangue.
O elenco principal do filme A Mansão da Meia-Noite (House of the Long Shadows, 1983) é formado por John Carradine, Vincent Price, Peter Cushing e Christopher Lee. Esclarecido este fato, eu não precisaria escrever mais nada; o inigualavelmente poderoso elenco fala por si só. Mas, como um filme de terror sem precedentes na história e de uma importância sentimental ao gênero única, quero, aqui, deixar minha impressão.
Digo sem precedentes, pois foi o único filme a reunir os eternos astros da escola clássica de terror da segunda geração (a primeira, também igualmente poderosa, é formada, creio eu, por: Lon Chaney, Bela Lugosi, Boris Karloff e Lon Chaney Jr., mas devo citar também outra galeria do horror, esta formada pelos geniais Peter Lorre, Basil Rathbone e Donald Pleasense, entre outros, que ajudaram a fortalecer ainda mais este gênero inigualável). Na realidade, A Mansão da Meia-Noite é saudado pelos fãs como um tesouro riquíssimo e um presente emocionante, visto que seu objetivo principal é justamente este, levando-se também em consideração a sua história, no verdadeiro estilo Old Dark House, que ajuda ainda mais a fechar com chave de ouro a era dourada do cinema clássico de horror.
Baseada na clássica novela Seven Keys to Baldpate, a primeira história do prolífico escritor Earl Derr Biggers, publicada em 1913 e adaptada posteriormente por George M. Cohan, A Mansão da Meia-Noite apresenta uma atmosfera gótica perfeita, vindo já desde os primórdios do cinema, pois a primeira versão desta história consta de 1917, passando por outras adaptações em 1925, 1929, 1935 e 1947. Porém, todas versões raríssimas.
A sua ambientação no filme de 1983 é considerada totalmente gótica, apesar de que as produções da década de 80 preferiam uma caracterização mais realista, servindo para provar que a arte de se dar sustos cabe a quem sabe fazê-lo; o que é o caso de nossos idolatrados atores.