Frankie e Dee Dee alugam uma casa na praia e esperam passar bons momentos juntinhos no local. Mas, lá chegando, descobrem que toda a sua turma já está acomodada na casa e, se não poderão curtir momentos românticos à beira-mar, Frankie e Dolores pelo menos se divertirão à beça com a Turma da Praia. Muitos acontecimentos se sucederão: festas, surfe, namoros, crises de ciúme, problemas com uma turma rival. Mas, sem que saibam, estes jovens surfistas estão sendo observados pelo Prof. Robert Orville Sutwell, um renomado antropólogo que usa um telescópio e um sistema de escuta para estudar o comportamento sexual dos pós-adolescentes. Frankie e Dolores se tornou o principal assunto da pesquisa de Orville. Em virtude de um desentendimento do jovem casal, Orville aproveita para cortejar Dolores e assim poder estudar a natureza do ciúme de Frankie.
Direção de William Asher e roteiro de Lou Rusoff, com Robert Cummings, Dorothy Malone, Frankie Avalon, Annette Funicello, Morey Amsterdam, Harvey Lembeck, Eva Six, John Ashley, Jody McCrea, Dick Dale,Andy Romano, Jerry Brutsche, Bob Harvey, John Macchia e Alberta Nelson.
Bem simples e até um pouco clichê para os dias de hoje. O filme acompanha um casal de jovens namorados que sempre passa as férias na mesma praia, acontece que naquele ano, tudo o que Frankie deseja é passar mais tempo a sós com sua namorada, já Dolores, quer passar suas férias com todos os amigos.
Toda essa parte da história soa muito juvenil, uma vez que se limita ao namoro e as brigas e, eventualmente, o rompimento de Frankie e Dolores. Mas o filme também traz uma trama um pouco mais madura e até bem moderna. O único adulto do filme, Robert, está fazendo uma pesquisa sobre o comportamento sexual dos jovens e encontra na praia os objetos de estudo perfeitos.
Frankie e Dolores são os principais alvos de Robert e quando os dois rompem o namoro, ele acha que é uma boa ideia se aproximar de Dolores e praticamente seduzi-la para que ele possa estudá-la melhor. A trama pode soar um pouco estranha, mas é importante lembrar que Robert não se aprofunda nessa sedução. A partir de um momento, Dolores que se mostra interessada em Robert e começa a ir atrás dele.
Clichês
A Praia dos Amores também é um filme que está repleto de clichês e que pode ser facilmente classificado como “filme dos anos 60”, só com uma olhadela. O longa tem, claro, figurinos e penteados da época, além de dancinhas típicas dos anos 1960.
A década de 1960 foi de relativa liberdade, precedida por uma década de repressão, então, parece natural que o filme queira mostrar jovens na praia, se divertindo e com poucas roupas. É aí também que entra o comportamento relativamente moderno do casal principal e de Dolores, que rompe com o namorado e logo se mostra interessada em Robert.
Aqui também temos o clichê mais clássico dos filmes sessentistas: uma gangue. A gangue é de motociclistas e faz uma referência a gangue que aparece em O Selvagem. Claro que A Praia dos Amores é uma comédia e mesmo a questão da gangue, que poderia ser mais dramática e até motivo para um estudo mais profundo nos hábitos dos jovens, é retratada de maneira cômica. O longa é cheio de aspectos que são muito óbvios, mas pensando nele como feito para divertir os jovens, ele se sai relativamente bem.
O filme é B, mas isso não fica claro, afinal, a produção, mesmo sendo pequena, é bem-feita. O filme se passa basicamente na praia, o que já reduz a preocupação com o cenário e o figurino. Mesmo nas cenas em que os personagens não estão na praia, parece que eles acabaram de sair de lá ou estão indo para lá.
O filme também tem bons números musicais, muito sincronizados e bem coreografados. O elenco se sai bem, embora ninguém chame muita atenção. A personagem de Annette Funicello é divertida e carismática e por isso se sobressai um pouco mais.
O roteiro é simples e talvez tenha envelhecido um pouco mal, mas como é um filme voltado para o público jovem da época, que só queria se ver retratado na tela, ela cumpre bem o seu papel.
As músicas
A trilha sonora foi composta especialmente para o filme, o que não era comum para uma produção B. Como o filme, as músicas também têm esse clima que remete diretamente à década de 1960 e que deixam o telespectador ainda mais dentro da trama.
Beach Party Tonight, Secret Surfin’ Spot, Don’t Stop Now e Promise Me Anything (But Give Me Love) são algumas das músicas que fazem parte da trilha sonora. Embora este seja um musical nos termos mais clássicos, com músicas que empurram a trama para frente e que refletem os sentimentos dos personagens, é um filme com um número bem pequeno de músicas. Ao todo, o elenco canta apenas seis músicas.
O longa tem bons números musicais, que são muito bem sincronizados. As músicas, assim como a maneira com que elas são apresentadas, são muito divertidas, o que faz com que o telespectador também queira participar daquela festa na praia.