Essa história de amor intermitente entre uma compositora promissora (Katharine Hepburn) e um maestro sinfônico melancólico (o ator francês Charles Boyer) teve uma trajetória de produção conturbada. Hepburn iria trabalhar de novo com John Barrymore, mas foi substituído por Francis Lederer, que logo foi substituído por Boyer. A escolha do protagonista masculino está certa — Boyer, em seu auge de olhos de quarto, é um exemplo de atormentado savoir faire, e é fácil entender o que faz as mulheres ao seu redor suspirarem — mas a história não foi um bom veículo para os pontos fortes de Hepburn, exigindo que ela fosse adoradora e tímida na presença de um “grande homem”. Ela é atipicamente submissa enquanto enfrenta uma indignidade após outra em nome do amor, e a entrega incondicional não a favorece. (Hepburn sentia o mesmo, lembrando desse filme em uma de suas biografias como “um filme muito entediante” que ela estava ansiosa para terminar, para focar sua atenção em Alice Adams (1935), um projeto que a entusiasmava mais.) Descartado pela crítica e ignorado nas bilheterias, Break of Hearts é, ainda assim, uma grande oportunidade para ver Hepburn jogando radicalmente contra o padrão, com competência, sensibilidade e sinceridade.